abre a tua alma e crescer-te-ão asas

Um dia

Em que estrada, mar, montanha te encontras tu?!...que te sinto e penso como se estivesses aqui!
Nesta serenidade cantada pelo dedilhar de uma guitarra deambulando ao sabor do tango que exalamos...

Es parte de mim... envolvemo-nos

Percursos

Porque será que nos libertamos tão facilmente de umas coisas por outras ?
Sim, nada/ninguém é eterno ou insubstituível.
Ainda assim continuo sem perceber e faço um esforço para aceitar… e continuo a acreditar em mim, e mesmo não estando em vós, vocês estarão sempre em mim.

Aguardo…

Um afastamento traz sempre uma aproximação… nem que seja (apenas) a nós mesmos

A voz...

Conheci-te ontem num almoço, tu entre os músicos. Não ousei falar-te. Pediste-me o café que havia esquecido entre a multidão de pessoas com quem estavas… e eu estava. Apercebi-me quando nesta manhã te senti observares e olhares-me.

“A tua voz… est merveilleuse!”

E cantamos… ouviste e vieste… Nesse momento senti-me sair do corpo.
Naquela noite, especial, excitante, penetrante, louca… subimos ao palco…

Um merci et… à bientôt…
e « Vive ! »

um pequeno registo de jazz
Estou presente
em cada passagem do tempo
em que te ausentas.



Fotografia de Cristiana Gaspar

quando surgiste num fechar de olhos

Imaginários sons

Tempos houveram em que fazia sentido estar ligada ao mundo por tecnologias (telefone).
De tempos a tempos, breves, ouvia-lhe o som e sabia-te.
Nestes tempos, os de hoje, ontem, amanhã mantenho-me ligada e imagino que toca… mas não… e não sei se ouvirei os sons novamente.

Estrada

Soavam pausadas notas de um baixo. por entre um copo partilhado e um olhar, a acústica desenvolta, livre. as pernas tremiam mesmo assentes numa cadeira, essa poltrona de sonhos. um cigarro timidamente enrolado sobre um folha onde depositava a caneta que entoava cânticos, intimidades. passou-se uma hora e a voz, rouca e sedenta, quente em desejo, fervosa em sair. os olhos fechados. um Porto que acalma e seduz...
“Naquela estrada onde estás
aí sem mim,
perco-me no sonho de entrar
em ti pra mim (…)”



uma breve nota de uma passagem, momento que se perpetua
Já não nos falamos, ouvimos, olhamos. Mas no entanto deixaste em mim a escrita, a que trocamos. Esse prazer agora renascido, mágoas e sorrisos onde nos encontramos e aproximamos... mais e mais intensamente.
Aguardo as palavras escritas sobre o papel, teu, tu... cujo aroma me recorda e transporta para o que julguei faltar.
Deixei-me levar pelo impulso, a vontade de mim. Ao cair da noite segui aromas que sentia, telas até então ténues… tão ténues que mesmo os contornos eram tépidos. Misturas de sons como terapia. Calores desenvolvidos entre brincadeiras e olhares trocados.
Era noite já nesse local à beira-mar onde parei para senti-lo. Literalmente entrei nele… deixei que me possuísse… húmida.



Fotografia de Cristiana Gaspar
Estávamos em finais de Primavera. Cores e formas abençoadamente desenhadas. Um olhar que se ilumina de entre belezas que atraem e persistem. Cairás no desejo de penetrar o que entregas ao sentir.
As mãos tão ternamente quentes em ardências de alma que suspira em suores.
Vejo-me dissipar de mim ausências…músicas que entoam as árvores no ocaso.



Fotografia de Cristiana Gaspar
Momentos partilhados entre silêncios e respirações ofegantes... recordações, saudades... tudo o que desejamos entre dissertações musicais e palavras sentidas.

assobios na entrada

Que aromas se escondem nestas madrugadas, alvores delineados, partilhas do que somos.

Replays perpetuados por noites e vezes que não se moldam em distâncias.

Serenidades alcançadas.
Caia a noite num copo vazio destilado a solidão. Sinto-me so entre gentes... passam enquanto permaneço.
Alguém me serve mais um... e eu continuo imovel e serena nos pensamentos que deposito num papel.
Desencontramo-nos nas gotas derramadas... esse receio em ânsia.
Foste e fiquei. Neste espaço que fomos desenhando e agora...agora faltas tu!
E nesta noite madrugada manhã...

ousei olhar-te um momento mais com a dor de ja não suportar o segundo, esse derradeiro, até voltares..

Espero-te e vou!
Partilhei contigo as lagrimas... de ontem que viveste comigo... sei e senti-lo.
E eu tenho o teu sorriso...

.. permites que o faça meu?...

Quero!


e vi-te, descontraidamente em sorrisos pelas ruas duma cidade...

o fim num principio

deparei-me com o inicio... hoje de um modo diferente pois nao estavas ja e era o fim... de ambos!

fiquei-me... nesse inicio final com uma frase num papel, uma lagrima no ombro, um abraço e... uma presença que nao a tua...

e finda um ciclo... mais um no percurso que desenvolvemos...

e nao estas!...

Jazz

Mais do que "institucional"...


Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra




Jam Sessions dias 3 e 4... para quem gosta da liberdade e surpresa musical.

A explorar

Dorme bem

Nessa praia onde estas e me pensas... porque não me levaste nesse caminho, que poderia ser nosso, para esse sul de encantos?

Leva-me... com esse beijo timidamente desenhado entre um suave

"Dorme Bem".

Espelhos



Venus de Velazquez


Entrei no teu refugio coberto de tecidos, paredes desenhadas a papel e uma imagem...
apenas uma em que te espelhas.

Saint Petersburg

Saiste apressadamente... Era ja tarde nesse local onde te encontras...a oriente de mim.
Costurei a tela que me levara à minha imagem, a que desenhaste em palavras nesse leste que te recordo.

Um dia, quando voltares ou eu me perder, cruzaremos o olhar e sussurraremos

"So podia ser... Saint Petersburg"



Solidão

Sinto-me so pois ja não te vejo a meu lado.
Partiste velozmente como um dia surgiste.

Tens razão... nem so de poemas e desenhos vivemos... de imaginarios pensamentos.

Chegou o dia e estou so... ainda mais so por te saber... longe em mistério.
não posso de forma alguma (exceptuando este desabafo!) descrever tudo o que fui... e ainda sou, melhor estou... a sentir nesta aurora, incrivelmente magica e verdadeira!

julgo que o maior (ou se calhar, menor!!!!) problema sao as palavras por pronunciar, silencios nao perceptuados, ansias nao partilhadas.

Tudo nao passam de momentos...