abre a tua alma e crescer-te-ão asas








percorri-te ao longo de
uma folha onde
delineava as linhas
do teu corpo
em soluçados traços
caligraficos


Abrasivas memorias
nos asfaltos da vida

e essas gotas de sal
humidamente
(es)correntes de mim






Graciela Pierangeli, Lagrima Azul
Rastejar até aos pés
da mais bela flor.

Beijar a terra
como que um perdão
se pedisse.

Toca-me.
Deixa-te flutuar no universo.

Ser criança
Sonho de voltar
A fuga sem destino
Estação
Clamoroso.
A mulher no trapézio

constante desafio
da morte

excitante atenuante
dos olhares

desejar a perpétua
ansiedade de uma queda

impenetrável ser
de divindades ocultas
e belas

num piscar de olhos
o escorregar ...

movimento lento

tríade de ambições

Quando não da... não da





independentemente do que queiram... façam... digam!

é assim...


tal como tudo pode ir além... inumeras vezes!
Esperava-te calmamente num cais à beira-rio...
a brisa primaveril soprava deambulando os cabelos - soltos, livres, longos - ondulantes castanhos

Folheava um livro envolvendo-me.
Por instantes tornei-me parte dele.

Tu, com o teu olhar em ausência, desfloraste-me a escuridão
- outrora luz-

e assim nos perdemos
Alba abraçada. memorias revisitadas. um tudo que agora é nada... e a imagem marcada na parede é turva, inquieta.
sofri-te
imaculei o olhar e pensar quando te levantaste e não te segui

de entre as folhas caidas revejo-me e revejo-nos
somos apenas folhas que se vão desprendendo ao sabor do vento
essa brisa que fala

ja derramei as lagrimas que tinha e nenhuma te tocou
espaços de todo um nada. sento-me numa espera dolorosamente solitária. nesse instante ainda te penso e questiono porque não estás. mas não seria diferente, pois não? tornar-nos-iamos dois seres frente-a-frente, silenciosamente sós ou forçadamente ausentes em casualidades







Já não consigo parar as gotas de água de uma fonte...
o que era só meu
pois no meu olhar estás







Fotografia de Cristiana Gaspar
Não estavas quando te chamei...
estranhamente não eras tu ao meu lado
quando sorri e chorei. Não quiseste a
minha partilha de mim.

VERDADE ... muda cega surda

'Esse beijo não significou nada!'

Fotografia de Cristiana Gaspar


Enquanto caminho
medito sobre o passado
num desvio futuro

Um momento de magia
perde-se num fechar
de olhos

Estrada de Fogo
uma outra visão da música
Feliz 28




Num dia de chuva
EU nasci
como a púrpura pétala
de rosa que
desflora para
a vida ...

Obrigada!...
"A solidão é um aspecto da terra. Todas as coisas na planície são solitárias, não há confusão de objectos para o olho, apenas existem uma colina ou uma árvore ou um homem. Olhar esta paisagem de manhã cedo, tendo o sol pelas costas, é perder o sentido das proporções. A nossa imaginação começa a viver, e pensamos que é aqui que a Criação começou ou está a começar." (O Sopro das Vozes, Textos de Índios Americanos)




Foto web





Foto web

Viola

Chichimeca, Viola

C.Crabuzza, L.Marielli


Questa attesa mi sfascia
e cosa aspetto non so
forse un posto dove nessuno
mi conosce da più di un'ora
Dove il mio viso
è una grande sorpresa
ed è sorpresa ogni cosa
e fermarmi a parlare di me
con uno che non mi capisce nemmeno
e sentirlo parlare di cose
che non ho visto mai
E crescono crescono
i miei fiori nella serra
e non mi voglio perdere niente
Non so ancora che cosa mi manca
un uomo nuovo che mi tratti bene
che rubi i fiori
da terra per me una storia
che mi riempia la carne
sensazioni violente viola
poche parole grandissime mani
fartei-me dos dias, esses em que esperava, a ti que agarras as palavras repetidamente até que alguém saia pois a coragem é-te estranha. as repetidas vozes e sons. contradições. desculpas (in)desculpáveis. murmúrios gastos de um tudo arrastado. vem. vai. enterra esse punhal num crescer. nem os mortos esqueço pois ficam em silêncio falando para mim. rumores embevecidos.
deixamos o amor numa racionalidade do medo


Foto web

Numa história da manhã
um pássaro subiu à minha janela
e cantou para mim

« Chegou a hora de confiar »

Um sorriso num gesto

Beleza da inocência que se espelha
no aconchego da noite

Novo dia e o desalento
pelo engano dum gesto
Máscaras deambulam
no horizonte

penetram na bruma
das trevas

Ó belo poema
que abraço
entre mãos.




Fotografia de Cristiana Gaspar
Derramei lágrimas de sol no teu dorso
esse refúgio ternamente desenhado em ti.
Tatuaste a minha alma de pétalas
quais semblantes de vida…


Instantes que se cruzam
breves notas de sons… desejos
suores trocados em beijos
Tão bela madrugada que abraçamos…
momentos que tornamos nossos
num olhar…
um abraço orgástico!... intensidade em cheiros.

Que estrela nos olhou ontem?
nevoeiro levantado qual manto de secretismo
movimento iluminado de beleza
que demos ao mundo.

Amor meu que me abraçaste!
caminhos que desenhaste!
completaste-me… toque suave dos lábios

pétalas

Exaspero..te..me

Exaspero…te…me

quantas memórias que se perdem
e nos desviam

quererá o império de esperanças,
tristes sonhos,
devastar-me com o seu conhecimento?!...

noite em que as surpresas se desenvolvem

desconheço a corrente que nos abraça