Todas as coisas que vemos, mundos que encontramos
tudo se assemelha a estátuas de histórias que vivem em espasmos de movimento.
Entregámo-nos ao suave despertar do corpo ternamente enlaçado um no outro sem fim. Mantinha-me de olhos abertos a olhar-te e pensar-te… conversas que sabia não conseguir dizer-tas quando acordasses.
«Pega-me nas mãos novamente… leva-as pelo prazer. Deposita no meu corpo o suor da tua alma. Entra no túnel dos sonhos e incendeia o meu espírito.»
O amor, aquele que vi e toquei por instantes, dilui-se agora no vento…
No teu olhar despertei e cresci, renasci das cinzas dos lamentos angustiantes solidões. Quebrou-se o gelo do sentir.
Não descanses novamente o teu espírito no meu peito nem os teus doces lábios na minha boca pois assim não te poderei deixar partir pelo caminho que nos afasta e separa e te leva por uma outra estrada onde um dia, num cruzamento, nos voltaremos a encontrar…
«Pega-me nas mãos novamente… leva-as pelo prazer. Deposita no meu corpo o suor da tua alma. Entra no túnel dos sonhos e incendeia o meu espírito.»
O amor, aquele que vi e toquei por instantes, dilui-se agora no vento…
No teu olhar despertei e cresci, renasci das cinzas dos lamentos angustiantes solidões. Quebrou-se o gelo do sentir.
Não descanses novamente o teu espírito no meu peito nem os teus doces lábios na minha boca pois assim não te poderei deixar partir pelo caminho que nos afasta e separa e te leva por uma outra estrada onde um dia, num cruzamento, nos voltaremos a encontrar…
Começou um novo dia… inicia-se a hora da loucura e dos excessos, do prazer sem limites… e da dor incontornável de mais um dia que recomeça sempre sempre igual a todos os outros.
Nessa hora permito-me entrar em mim, deambular, perder-me.
Começa a traçar-se a grande representação da noite… e a celebração do dia.
É terrível e tristemente avassaladora a última noite de amor… o último beijo abençoado.
O único mar de prazer e contemplação é aquele que suavemente delineamos em pensamentos.
Cansei-me de esperar. Os olhos doem-me de tanto procurar uns outros. Agora sei que apenas no meu reflexo depositado num espelho de histórias poderei encontrar-me, apenas em mim e para mim poderei encontrar o deserto que me sossega e a águia que anseia levar-me.
Nessa hora permito-me entrar em mim, deambular, perder-me.
Começa a traçar-se a grande representação da noite… e a celebração do dia.
É terrível e tristemente avassaladora a última noite de amor… o último beijo abençoado.
O único mar de prazer e contemplação é aquele que suavemente delineamos em pensamentos.
Cansei-me de esperar. Os olhos doem-me de tanto procurar uns outros. Agora sei que apenas no meu reflexo depositado num espelho de histórias poderei encontrar-me, apenas em mim e para mim poderei encontrar o deserto que me sossega e a águia que anseia levar-me.
Vou… ao sabor do vento na louca procura das pétalas brancas dos teus lábios. Vagueio pelas linhas marcadas nas tuas mãos, monte-de-vénus onde não há tempo… apenas marcas.
Procuro um repouso, um sítio onde me refugiar desse momento que se tornou presente.
Chorei em silêncio, derramei lágrimas no teu colo… as que eram tuas, por ti. Esperava calmamente em desespero esse momento em que renasceria e deixaria para trás as memórias, abriria as portas ao futuro…diferente – em mim, em ti, em nós.
Deixei-me ficar num silêncio que só a mim doía…libertei as últimas gotas salgadas do que um dia foi a vida – a alegria, o sofrimento, a dor, o prazer, a angústia, a traição e solidão – o amor.
Libertei-me desse fardo, belo demais para mim, e depositei-o no teu dorso – o único em que poderia fazê-lo, o que me tinha permitido tudo isso por momentos.
Um raio feriu o sol, trespassou a lua e perdeu-se no percurso infinito misterioso de uma estrela.
Acabei por me desfazer sob a máscara que usei para enfrentar o mundo e a dor da solidão.
E agora, parte dessa máscara, vil e fria, tornou-se o meu rosto e nenhuns olhos – espelhos – poderão seduzir-me e conhecer-me. Parte de mim morreu e irá destilar-se no tempo do esquecimento.
Procuro um repouso, um sítio onde me refugiar desse momento que se tornou presente.
Chorei em silêncio, derramei lágrimas no teu colo… as que eram tuas, por ti. Esperava calmamente em desespero esse momento em que renasceria e deixaria para trás as memórias, abriria as portas ao futuro…diferente – em mim, em ti, em nós.
Deixei-me ficar num silêncio que só a mim doía…libertei as últimas gotas salgadas do que um dia foi a vida – a alegria, o sofrimento, a dor, o prazer, a angústia, a traição e solidão – o amor.
Libertei-me desse fardo, belo demais para mim, e depositei-o no teu dorso – o único em que poderia fazê-lo, o que me tinha permitido tudo isso por momentos.
Um raio feriu o sol, trespassou a lua e perdeu-se no percurso infinito misterioso de uma estrela.
Acabei por me desfazer sob a máscara que usei para enfrentar o mundo e a dor da solidão.
E agora, parte dessa máscara, vil e fria, tornou-se o meu rosto e nenhuns olhos – espelhos – poderão seduzir-me e conhecer-me. Parte de mim morreu e irá destilar-se no tempo do esquecimento.
Desejava entrar em ti para saber como me olhas e sentes… o que guardas ao sentires o toque da minha alma.
Que florescesses para sempre nas minhas mãos para que estivesses perto de mim e me sentisses… que voltasses a morder o meu rosto de prazer e expelisses a exaustão do desejo.
A saudade e a solidão assolaram-se e dei-me a ela como a ti. E toda a memória e lembranças estão marcadas na minha boca, rosto, corpo e alma que te entreguei.
Sou tua eternamente…
teu mundo envolvente de ti em segredos e vivências… sombras deslizantes.
Sei que desespero e te desespero…
dói imaginar-te só como a dor de imaginar não estares…
tempo que mata e corrói na batida do coração.
Terei tocado e permanecido em ti como entraste e estás em mim?!...
Que florescesses para sempre nas minhas mãos para que estivesses perto de mim e me sentisses… que voltasses a morder o meu rosto de prazer e expelisses a exaustão do desejo.
A saudade e a solidão assolaram-se e dei-me a ela como a ti. E toda a memória e lembranças estão marcadas na minha boca, rosto, corpo e alma que te entreguei.
Sou tua eternamente…
teu mundo envolvente de ti em segredos e vivências… sombras deslizantes.
Sei que desespero e te desespero…
dói imaginar-te só como a dor de imaginar não estares…
tempo que mata e corrói na batida do coração.
Terei tocado e permanecido em ti como entraste e estás em mim?!...
Partilhamos momentos… intensas vivências. Expusemos o corpo e alma ao sabor do desejo… almejávamos saciar a dor da solidão. Mas toda e qualquer embriaguês deseja prolongar-se… os dias vão passando e a Lua reflecte o teu olhar. sensualidade
Refugiámo-nos demasiado tempo em jogos de desespero e sensualidade… tentávamos enfeitiçar. percorríamos os traços de ambos os rostos e não ousávamos beijar-nos.
Nos olhos o desejo e vontade de nos entregarmos… e as palavras que refreavam os gestos.
Todos os dias me deitava a pensar como seria o sabor dos teus lábios… o calor do teu corpo.
Quanto tempo mais teríamos que nos levar por provocações?!...
Sentir-te tão perto e tão longe… guardo demasiados desejos e ardências na minha alma.
Refugiámo-nos demasiado tempo em jogos de desespero e sensualidade… tentávamos enfeitiçar. percorríamos os traços de ambos os rostos e não ousávamos beijar-nos.
Nos olhos o desejo e vontade de nos entregarmos… e as palavras que refreavam os gestos.
Todos os dias me deitava a pensar como seria o sabor dos teus lábios… o calor do teu corpo.
Quanto tempo mais teríamos que nos levar por provocações?!...
Sentir-te tão perto e tão longe… guardo demasiados desejos e ardências na minha alma.
Distante
a memória e a lembrança
solidão
sentida inúmeras vezes que até nos perdemos nos seus recantos e ousámos deixá-la para os outros com quem estivemos
dei-te
no meu olhar e ausência
o espaço na minha alma dormente de dor e angústia
As palavras ou a sua inexistência ferem como lâminas
gumes com que nos cortamos e despojamos perante um outro.
A noite é só mais um retrato da tua ausência.
Desejei o corpo e perdi a alma.
Uma vez mais deixamo-nos levar pela linguagem… rudes palavras… para não mais vivermos o silêncio do sentir.
Agora já nem as palavras persistem e o silêncio… que outrora amávamos enquanto nos amamos… perdeu-se no tempo.
Um suspiro que lançamos ao vento
- imaginario solene que nos penetra
qual penumbra que sobre nos
se sobressalta
Vamos?!... Ficamos?!...
interessara no fundo qualquer ou alguma das questões?!? Desde que estejamos...
Liberto-me do que possamos ter questionado/duvidado... com um sorriso prendo-me onde e como estamos... um ficar nosso, de e para... e as perguntas, serão outras, noutros horizontes.
Perco-me... queres que me perca?!... sabes que a perder-me é em ti..para ti..
Se me sofrer queres que te sofra?! As duas lagrimas são tuas
- imaginario solene que nos penetra
qual penumbra que sobre nos
se sobressalta
Vamos?!... Ficamos?!...
interessara no fundo qualquer ou alguma das questões?!? Desde que estejamos...
Liberto-me do que possamos ter questionado/duvidado... com um sorriso prendo-me onde e como estamos... um ficar nosso, de e para... e as perguntas, serão outras, noutros horizontes.
Perco-me... queres que me perca?!... sabes que a perder-me é em ti..para ti..
Se me sofrer queres que te sofra?! As duas lagrimas são tuas
aroma e sorriso
E que se perpetuem...
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