abre a tua alma e crescer-te-ão asas

e assim ficamos neste impasse que nos transforma em restos cinzas ofegantes abraços memorias despojos





e fico-me assim hoje...
por estas ilhas atlanticas
entre lembranças e aspirações

pertencendo-me
prendo-me na tua pele
suave repleta
vida a que vou pertencendo
ao te percorrer

insinuo-me
Quero-te!
Porquê?
Pelas manhãs sorridentes
que me foste permitindo.
e as lágrimas?
Essas escorrem e embriagam
Acompanhas-me?
indubitavelmente já caminhamos e descobrimos
Posso beijar-te os lábios?
sim... ainda os sinto!

Acendeste a chama da vida
em mim como um suspiro
quando te sei perto
por vezes em pensamento

Fotografia de Cristiana Gaspar

Nessa praia onde estás e me pensas...
porque não me levaste nesse caminho que poderia ser nosso..
para esse sul de encantos?

Leva-me... como esse beijo timidamente desenhado entre um suave
'Dorme bem'



Fotografia de Cristiana Gaspar
E se me abandonasses agora...
e eu pudesse dizer adeus!..
Esperava de mim o momento de dizer
Amo-te

Ouvi-te chegar.
Era já tarde a noite que amanhecia.
Beijaste-me a testa… o meu olhar consola e vela o teu sono.
Tu, como um anjo depositado nos meus braços.
Dei por mim a invejar num querer dormir assim, calma e docemente como uma criança, eu, a teu lado.
E quem saberia os sons a fazer, os movimentos em linhas de pensamentos, a respiração que parece parar para encontrar o ritmo da minha..?!...

Mesmo sabendo que as palavras se perdem entre o buscar de uma caneta, o não te acordar e me mexer… não consigo permitir-me o sono e não te escrever o teu dormir.


Lord Frederic Leighton - Flaming June

partilhas

olhar...
o cigarro que acendemos e depositamos
calmamente esfumando-se
consumindo-se ao ritmo
musicalmente proprio


foto web

como se o fumassemos com alguém


e nessas carregadas espadas de mãos entrelaçadas
sem principio
desejei pertencer-te

Apaixonei-me pela imagem de quatro olhos a amarem-me










esse espelho que és tu e eu... o nós uno
Nasci nos teus braços quando calidamente me abençoaste com o teu beijo

Sob a tua respiração ofegante a minha alma navegou em devaneios e o meu corpo no teu calor cresceu e renasceu.
Fecho os olhos e a tua imagem, os recantos do teu peito nu
O cheiro, teu, que me invade
Eclipses de harmonias que formam o teu rosto
Os traços do teu corpo numa envolvente ardência


O sonho que ao anoitecer raiou entre as nuvens e dançou com as estrelas

Fluidos corporais desenhando formas, tatuagens de um amor

É para ti que choro e grito clamores embevecidos
onde jazzisticamente contemplamos essências
vozes que penetram as brumas de estares
e percorrendo as tuas pernas
como se fossem mãos que lesse
e... nesse instante desejei amar-te

Sentada no adormecer do dia sobre a cidade enclausuradamente so, levanta-se o orgasmo sobre as pedras de historia. Os instintos levam-na a dispersar o mundo. Abrem-se portas, tuneis de prazer, toques. Nas suas pernas o reflexo de gotas salgadas, insanos milagres desenvoltos.
Permiti que sorvesses aromas enquanto me perdia em ti, so nessa estrada que nos levou ao encontro.
E se um papel não tivesse caido nas minhas mãos estarias aqui ainda?!

E assim nessas desencontradas memorias, espaços obscuros de sentidos, entregamo-nos.
essa libertação inospita de um tudo.
Fotografia de Cristiana Gaspar
Um dia julguei-me vazia pois a ausência de mim viera... era ainda criança.
Mais tarde apercebi-me que estava, ao invés de vazia, cheia de um todo... dessa(s) ausência(s).
E é tão bom, mesmo que por vezes doloroso, sabê-las, vivê-las, senti-las.
Contudo se pudesse atingir o completo vazio talvez as imagens que me perseguem desaparecessem e eu poderia então fazer algo de novo...
desvirginar o mundo.

JAZZ... momentos(...)


(sem esquecer o depois...)

BOMBASTICA 2a parte dos Encontros!!!
e as jam sessions... um final extasiante!! SEM DUVIDA a melhor sala de jazz