Exaurímo-nos pela calçada de manhãs infundas de braços, olhares, mares que nos aclamam. Amanheceste coberta de sal da viagem que te prometera. Buscava-te num tímido gesto. Acariciava-te os cabelos entrelaçados nos lençóis e chamava-te Minha.
Assim me falaste um dia, nesses de chuva que contemplávamos ao som do amor. E falávamos muito através da ilusão...
abre a tua alma e crescer-te-ão asas
1 Ano
Fotografia de Christian Coignymantendo-os entre as pernas
jurando ao desespero o seu amor
volta-se do pensamento no instante em que a acordas entre beijos
a imperfeição nitida de imagens
espaços cruzados envolvências mescladas em tons
Ouvi-te chegar.
Era já tarde a noite que amanhecia.
Beijaste-me a testa… o meu olhar consola e vela o teu sono.
Tu, como um anjo depositado nos meus braços.
Dei por mim a invejar num querer dormir assim, calma e docemente como uma criança, eu, a teu lado.
E quem saberia os sons a fazer, os movimentos em linhas de pensamentos, a respiração que parece parar para encontrar o ritmo da minha..?!...
Mesmo sabendo que as palavras se perdem entre o buscar de uma caneta, o não te acordar e me mexer… não consigo permitir-me o sono e não te escrever o teu dormir.
Era já tarde a noite que amanhecia.
Beijaste-me a testa… o meu olhar consola e vela o teu sono.
Tu, como um anjo depositado nos meus braços.
Dei por mim a invejar num querer dormir assim, calma e docemente como uma criança, eu, a teu lado.
E quem saberia os sons a fazer, os movimentos em linhas de pensamentos, a respiração que parece parar para encontrar o ritmo da minha..?!...
Mesmo sabendo que as palavras se perdem entre o buscar de uma caneta, o não te acordar e me mexer… não consigo permitir-me o sono e não te escrever o teu dormir.
Lord Frederic Leighton - Flaming June
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