abre a tua alma e crescer-te-ão asas

Sou um ponto na imensidão de ti e espero ir crescendo... como o teu sorriso, como a forma que nos fomos encontrando e conhecendo... semelhante café numa madrugada de verão com um sol, desde logo, escaldante na pele.

A verdade é que o inverno já estava completamente presente e, eu, não o sentia... não sinto. Apercebo-me de cada alteração de cor, dos gestos que se vão diferenciando... as posturas mais ou menos sombrias...

Tantas vezes me questiono do quanto, ou de que modo os sentimentos, a sensação de sentir atingirá quem reclama a chuva, o frio, o calor, as nuvens...
Há tanto para dizer mas por mais palavras que se juntem
numa frase ou umas nas outras na tentativa de criar novas
a verdade é que são sempre parcas no sentido e sentimento.

Fico-me por eles que muitas vezes falam bem mais do que todas as letras que podemos juntar

encontraste-me... despiste-me
ensinaste-me o sorriso e levaste de mim o sal dos lábios...
hoje não durmo sem o pensamento do toque
eminência de vida
Tão estranhas palavras… as que se perdem e nas quais nos envolvemos
Um dia que sorriu, uma estátua dum passado que ardeu
Amanhã começará uma nova etapa… a dos sonhos e desejos
Espero por ti qual poeta do Sol
Amanhecer nas entranhas dos soberanos.
Esperei o vento para sentir o teu cheiro
Desejei que me sussurrasses novamente Amo-te
Dispo o orgulho e espero-te



Libertei o teu nome
E só então percebi
Que me prendera na espera
De te ouvir pronunciar o meu
Era já noite nessa chuvosa Primavera.
Aconchegamo-nos no tapete que compraramos nessa tarde.
Abrimos o vinho guardado para o momento, esse ao som do piano
das mãos vorazes de movimento, gestos nas teclas de uns dedos que conhecem a pauta.
Fechei os olhos por momentos, garantia de que estavas, que tocavas o som do meu corpo.

fui...



Seja como for, dê por onde der em todos e qualquer um…
Uma questão existe e é tão simples como Onde estou?
Valerá o teu sofrimento por mim?
Quererei eu que me perguntes?
Um dia aguardei a questão, essa que não me puseste…
Hoje imagino-me no vento, mas não procuro o que nele perdeste. Procuro sim, o que nele depositaste de mim, em ti, esse, vento.
Fotografia Cristiana Gaspar

25... sem mais palavras

todas serão poucas...

ouvimo-nos
e quantas vezes nos deixamos levar
pelos caminhos de ridiculas esperanças
de mensagens no vento...
desenhos nas nuvens
para que te lembres de mim

sons que inventei dando-me a ti

visões, imagens...

assim
para quê seguirmos numa perseguição de palavras...

muitas, inumeras vezes não temos uma razão para a impaciência e/ou cansaço.

surgimo-nos velhos e deixamo-nos ir... como este recanto que vislumbramos e não sabemos onde nos leva ... muito menos nos diz onde queremos ir.
um apenas
sentido
vou.

Não sera o verão feito do calor do nosso pensamento...
do 'borbulhar' de ideias, pensamentos
da acidez de querer
da amargura do desejo que nos consome como as gotas salgadas que exalamos do corpo

essa Brisa que procuramos
intensa

mas cuja vontade é de calma

Usamos a frescura em devaneio

e... cansamo-nos...
do sal que bebemos...
dos escaldantes momentos que depois doem...
das palavras humidas que julgavamos aquecerem-nos depois do calor passar...



... mas não passa


pensamento

ideias

o ser.
Foto web

Parámos à porta da meretriz...

Os românticos celebravam
as formas elementares
da Natureza

Jogos imaginários
de hipótese

De novo a Natureza
a imitar a arte

sente-se orgulhosa de si mesma
à medida que se exibe

A manhã
de sandálias prateadas
surge...